MetaONG
Sobre o MetaONG
Clipping 3o. setor
Enviar artigo
Votar em artigos
Boletim eletrônico
Fale conosco


Log in
Nome de usuário:

Senha:

Lembre minha senha

- Cadastre-se
- Esqueci minha senha

Assuntos
·Ambientalismo (67)
·Captação de Recursos (60)
·Cidadania (220)
·Cultura (75)
·Desenv. Sustentável (98)
·Ecologia Digital (6)
·Empreendedorismo (145)
·Gestão (77)
·Inclusão Digital (100)
·Informática (17)
·Legislação (9)
·Microcrédito (24)
·Política (23)
·Sustentabilidade (29)
·Voluntariado (80)

Categorias
·Artigos (173)
·Cursos (61)
·Denúncias (12)
·Entrevistas (23)
·Estudos de Caso (148)
·Eventos (99)
·Livros (35)
·Notícias (336)
·Oportunidades (113)
·Pesquisas (20)
·Sites (38)
·Teses


Eldred vs. Ashcroft - Redefinindo Copyright? Ecologia Digital | Notícias
Enviado por José Murilo em 09/10/2002 - 10:02
Um caso que pode ajudar a redefinir o conceito de copyright para o ambiente digital

Nesta quarta-feira (09/10) a Suprema Corte americana irá analisar de perto pela primeira vez, diante da nova situação imposta pelo paradigma da comunicação digital (leia-se Internet), o poder constitucional que permite a autores, inventores e outros agentes de criação, "por tempo limitado", o exclusivo direito sobre as próprias obras (veja no LATimes) - o copyright. Serão apresentados os argumentos de ambas as partes no caso
Eldred vs. Ashcroft.

A primeira legislação dos EUA sobre direitos autorais e patentes instituiu em 1790 o período de 14 anos de reserva de copyright para o autor. No entanto, desde o advento da indústria cinematográfica o Congresso americano tem extendido o tempo de reserva repetidamente, de forma que hoje as obras criadas por grupos (filmes) são protegidas por 95 anos, e os direitos de trabalhos individuais se extendem por 70 anos após a morte do autor.

Os ativistas da Ecologia Digital, tendo Lawrence Lessig à frente, argumentam que o estado atual da legislação distorce a função essencial do copyright na Constituição, que seria promover o progresso e a inovação. A extensão dos termos de copyright faz com que apenas alguns clássicos permaneçam disponíveis ao público em cópias impressas, CDs ou DVDs, enquanto mais de 400.000 títulos de livros, filmes e músicas tornam-se inacessíveis por contrato. Outro resultado palpável das extensões dos termos de copyright tem sido o de enriquecer os herdeiros de antigos autores, e também manter as margens de lucro da Disney e outros estúdios.

O caso Eldred começa em 1995 quando Eric Eldred resolveu auxiliar suas filhas em uma solicitação da escola. A tarefa era ler "The Scarlet Letter" de Nathaniel Hawthorne, e como as meninas acharam o texto desinteressante, Eldred achou que poderia ajudar buscando referências na Internet, onde acabou encontrando o texto completo mas com muitos erros de formatação e diagramação.

Escaneou o texto, reformatou, revisou erros, adicionou notas e glossário e também uma resenha escrita em 1879, e como o texto de Hawthorne é melhor entendido no contexto de suas outras obras, escaneou a obra completa complementando-a com os novos recursos e publicou tudo isto em um endereço na rede (www.eldritchpress.org). Ao final do trabalho seu site já estava recebendo 3.000 visitas diárias, e foi saudado como uma ótima ferramenta pelos estudiosos em Hawthorne - chegou a receber uma comenda da National Endowment for the Humanities. Ninguém mais teria dificuldades em acessar Hawthorne.

Mas em 1998 entram em cena os políticos, e o Congresso americano aprova o "Sonny Bono's Copyright Term Extension Act", que homenageia o falecido cantor / político / ex-marido da Cher, que costumava declarar que "o copyright deveria ser para sempre". Ao extender o termo de proteção por mais 20 anos, o CTEA frustrou os planos de Eldred que já programava ampliar o seu projeto e lançar títulos de 1923, como "Three Stories and 10 Poems", de Hemingway.

Deprimido com a injustificável mudança nas regras do jogo, Eldred resolveu trilhar o caminho da desobediência civil mantendo o plano de publicar obras datadas de 1923 e 1924. Foi preso, fechou seu site, escreveu cartas, e se tournou um ativista. Foi assim que Lessig ouviu falar do caso, e tendo forte conceito formado sobre a inconstitucionalidade da extensão dos termos de copyright pelo Congresso, procurou Eldred e deu início ao caso em seu nome.

Lessig, em sua famosa conferência "Free Culture" de julho último (Buchicho na Blogosfera), destaca quatro pontos que traduzem bem a encruzilhada da sociedade organizada frente ao paradigma colocado pela possibilidade de livre distribuição de conteúdo digital de um lado, e as forças conservadoras que buscam manter um status quo nos moldes de uma época que já passou, de outro:

  • Criatividade e inovação sempre são construídas sobre o passado.
  • O passado sempre tenta controlar o processo de criação sobre seus conteúdos.
  • Sociedades livres viabilizam o futuro ao limitar este poder do passado.
  • A nossa sociedade é cada vez menos uma sociedade livre.
Vamos acompanhar o desenrolar do caso e, conforme já comentado, a grande mídia parece estar percebendo "algo estranho" na argumentação de Hollywood sobre a questão. Pode-se conferir aqui (FreedomForum), aqui (SiliconValley), e aqui (CNN), e aqui (MSNBC) também. E deu também na Exame.
Comentar


Enviado por felipe@drupal.org em 10/10/2002 - 19:37
ops, achei alguma coisa

http://research.yale.edu/lawmeme/modules.php?name=News&file=article&sid=392
voltar | responda a este comentario


Anuncios


Copyleft MetaONG. Feed RSS disponível para sindicalizaçao de conteúdo.
Fale conosco: moderador@metaong.info
Powered by Drupal e rssficado. Apoio: Metá:Fora